Felipe Guimarães (Comp 19):


Eu atualmente trabalho no Windows, o que envolve um carinho maior com performance e robustez no geral. Conceitos de estruturas de dados e algoritmos estão no meu dia a dia o tempo todo, e é comum ter que implementar coisas relacionadas a árvores, algoritmos de otimização de tempo e de memória (100ms de resposta em algum aplicativo faz muita diferença), e implementar algoritmos de segurança no geral. Criar as próprias estruturas de dados também é algo que é necessário fazer o tempo todo e escolher boas estruturas de dados é extremamente importante para manter um projeto legível, de fácil manutenção (são várias pessoas trabalhando no mesmo código) e eficiente.

Vou deixar uma recomendação de vídeo que eu acho muito bom e que talvez ajude a mostrar o quanto esse assunto é importante: Performance Excuses Debunked (https://www.youtube.com/watch?v=x2EOOJg8FkA&authuser=0)

Com esse avanço do uso de IA para escrever código, acho que cada vez veremos projetos ineficientes e ter conhecimento sobre a base teórica vai ser um diferencial enorme, já que todo mundo pode usar um Claude Code da vida para rapidamente aprender um framework que não conhece, mas pensar é algo que ainda não podemos delegar para IA. Se algo der errado, a culpa é da engenheira e não da ferramenta.

Vou aproveitar para adicionar algumas outras informações (...) que foram importantes, pelo menos na minha jornada profissional durante a faculdade:
  • Participar da maratona de programação
    • Os motivos são vários, mas eu acho que mesmo se não achar que dá pra ir para mundial ou algo assim, participar da maratona abre muitas portas.
    • A primeira é que te faz estudar e praticar implementar algoritmos que muitas vezes não são conhecidos, indo muito além do nível que é exigido numa entrevista para entry level.
    • A segunda é que dá um choque de realidade. A maratona é difícil, e ver outras faculdades mandando super bem serve como um lembrete constante de que existem muitos outros desenvolvedores inteligentíssimos em outros lugares.
    • E o terceiro é networking. Ir numa etapa presencial da maratona e conhecer essas pessoas e também os organizadores ajuda a acessar oportunidades que não são muito claras dentro da bolha do ITA.
    • O ideal para mim é que toda a Comp participe, pelo menos uma vez cada um.
  • Fazer entrevistas desde cedo
    • Isso foi algo que eu comecei a fazer desde o segundo ano do ITA, quatro anos antes de me formar.
    • Fazer entrevistas desde cedo ajuda a se manter praticando os aspectos não técnicos de uma entrevista, que também são muito importantes.
    • Vai te fazer ficar atualizado no que as empresas hoje em dia estão perguntando e como os processos estão sendo. O que era verdade para mim provavelmente pode ter mudado para os anos atuais, então quanto mais exposição, melhor.
Carlos Alberto
Alonso Sanches

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